Vivenciando a agenda ESG: Bioparque Vale Amazônia e a conservação das onças

Para encerrar a nossa imersão estratégica pelo sul do Pará, o nono e último vídeo traz um olhar direto para o pilar Ambiental da governança corporativa, direto do Bioparque Vale Amazônia. Quando discutimos a gestão de riscos e a soberania operacional de grandes mineradoras, a preservação do bioma original nunca pode ser tratada como um favor; é uma obrigação crítica e inegociável. E na biologia, não há termômetro mais rigoroso para atestar a saúde e o equilíbrio de um ecossistema do que a vitalidade dos seus predadores de topo. Por isso, faço questão de destacar no vídeo de hoje o nosso encontro com as onças — as verdadeiras donas deste território.

Manter um projeto de pesquisa, educação e conservação de fauna de altíssimo nível funcionando lado a lado com as maiores operações de extração mineral do mundo exige uma gestão levada ao limite do pragmatismo. Não estamos falando de ecologia romântica, mas de investimento pesado, ciência e uma compensação estruturada que funciona na prática. Convido todos vocês a darem o play neste vídeo de encerramento da nossa jornada por Carajás para conferirem de perto a imponência da nossa biodiversidade amazônica e o verdadeiro significado de respeito ao território.

Vivenciando a agenda ESG: Cultura, carimbó e a gestão integrada do território

Chegamos ao oitavo vídeo da nossa imersão e, desta vez, o foco é a alma da região. A verdadeira governança e a gestão integrada de um território vão muito além de barragens, cavas e recordes de produção; elas exigem um respeito profundo pela identidade de quem vive e constrói o entorno da operação. Quando uma empresa amadurece sua visão estratégica, a cultura deixa de ser uma pauta secundária e se torna um elo de conexão real. Um exemplo prático disso que vivenciei em Carajás é a Casa de Hóspedes da Vale, que ultrapassa a função de alojamento corporativo para funcionar como um verdadeiro museu de arte brasileira, respirando e preservando as nossas raízes.

Nesta montagem, fiz questão de reunir os registros dessa riqueza, unindo a arte preservada nesses espaços institucionais com a energia contagiante do Carimbó, a expressão máxima da tradição paraense. É isso que chamo de valorização territorial na prática. Projetos econômicos são vitais para a sobrevivência, mas a soberania de uma comunidade também se sustenta pela manutenção viva da sua história, da sua música e da sua arte. Deem o play no vídeo abaixo e venham vivenciar essa dimensão cultural que é absolutamente indispensável para a agenda ESG.

Mina Salobo: a força do cobre e o impacto de uma detonação real

Chegamos ao sétimo vídeo da nossa imersão e, desta vez, o foco é um dos ativos mais rentáveis e avançados do país: a Mina de Salobo. Se a transição energética global, o avanço dos veículos elétricos e a nova infraestrutura verde são os caminhos do futuro, o cobre é o oxigênio dessa engrenagem. Salobo é, hoje, a maior operação de cobre da Vale e a joia da divisão de Base Metals. Estamos falando de um patrimônio mineral de classe mundial, com tecnologia de ponta, baixíssimo risco e uma taxa interna de retorno impressionante (IRR superior a 50%). É o pilar que sustenta e supre a demanda global no tabuleiro geopolítico.

Mas a teoria financeira e os relatórios de sustentabilidade ganham outro peso quando estamos com a bota no território. Para coroar essa visita estratégica e nos fazer entender a dimensão milimétrica dessa estrutura, o ponto alto da nossa passagem por Salobo foi presenciar uma detonação real na cava. Ver a força bruta da engenharia abrindo caminho para os minerais do futuro é ter a medida exata do que significa a nossa tão falada soberania operacional. Deem o play no vídeo abaixo, vivenciem a energia dessa operação e venham refletir comigo sobre o peso da mineração brasileira no mundo.

Mina do Sossego: o futuro do cobre e a pressão do território

Chegamos ao sexto vídeo da nossa imersão, e o foco agora é a Mina do Sossego, em Canaã dos Carajás. Se o mundo inteiro fala sobre transição energética, a resposta do mercado passa obrigatoriamente pela extração de cobre, e essa operação se tornou uma peça de altíssima importância estratégica para as metas globais da Vale. A mina vive um momento decisivo: produção em alta, resultados recordes e uma expansão iminente através do Projeto Bacaba, que prepara o terreno inclusive para uma futura operação subterrânea. Do ponto de vista estritamente financeiro e de engenharia, os números falam por si.

No entanto, como sempre bato na tecla com conselheiros e executivos: não existe soberania operacional contínua sem a devida licença social para operar. E o território sempre cobra a conta. Em paralelo ao crescimento acelerado, a mina enfrenta uma pressão socioambiental severa, com denúncias graves relatadas pela comunidade da Vila Bom Jesus e investigações formais conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF). Como equilibrar a necessidade global por minerais críticos com o impacto brutal na vida de quem mora na borda da operação? É a pauta ESG sendo testada no seu limite. Assistam ao vídeo abaixo e venham refletir sobre essa complexidade comigo.

Mina Serra Norte: inovação e a força do território em Carajás

Chegamos ao nosso quinto vídeo da imersão no Pará, e desta vez o destino é Parauapebas, o verdadeiro berço do Complexo de Carajás. Fomos conferir de perto a magnitude da operação de Serra Norte, a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo. É muito comum que o mercado e as manchetes foquem apenas nas novidades e expansões de Serra Sul (S11D) ou nos novos projetos de cobre, mas a realidade operacional é que as tradicionais minas N4 e N5 são as responsáveis por sustentar a produção de alto teor desde os anos 1980. Elas continuam sendo a base estrutural e inegociável do Sistema Norte.

Porém, governança e soberania operacional vão muito além de bater recordes de extração. Operar um gigante como Serra Norte exige gerenciar uma transição tecnológica irreversível — foi exatamente lá que se iniciou a operação dos gigantescos caminhões autônomos — sem virar as costas para o território. O entorno da mina possui uma densidade absurda de trabalhadores e comunidades locais que dependem quase que exclusivamente da atividade minerária. Como o Conselho equilibra o avanço da Inteligência Artificial na lavra com a sobrevivência socioeconômica das pessoas ao redor? Esse é o verdadeiro ESG, longe das cartilhas teóricas e acontecendo na prática. Deem o play no vídeo abaixo e venham analisar esse cenário comigo.

Mina Serra Leste: estratégia e riscos operacionais em Carajás

No quarto vídeo da nossa imersão pelo sudeste paraense, desembarcamos no município de Curionópolis para analisar de perto a operação da Mina Serra Leste. Diferente das minas centrais e gigantescas do Complexo de Carajás, como N4, N5 e S11D, Serra Leste possui uma estrutura menor, mas cumpre um papel absolutamente estratégico: ela atua como o grande “estoque operacional” da Vale e garante a flexibilidade logística necessária para o mercado. É essa operação contínua que ajuda a sustentar a produção atual de minério de ferro, dando fôlego para que a companhia direcione seus investimentos pesados para os novos projetos de cobre e para a expansão de Serra Sul.

Falar de governança territorial aqui exige muito pragmatismo e leitura de cenário. Não há anúncios de expansão para Serra Leste, e sabemos que a sua exaustão futura faz parte de um ciclo que será compensado por novas frentes. Contudo, operar na borda leste da Amazônia exige lidar diariamente com riscos socioambientais de nível médio a alto, características inerentes à mineração de ferro na região. Isso é o ESG sem ilusões: entender que mesmo as minas que não estão em fase de expansão exigem uma gestão de riscos impecável e soberania operacional até a sua última tonelada extraída. Deem o play no vídeo abaixo e acompanhem essa análise direto do campo.

Vivenciando a agenda ESG: Projetos estruturantes e o resgate da dignidade em Carajás

Neste nosso novo vídeo direto da imersão em Carajás e no entorno de Serra Pelada, mudamos o foco da degradação para a reconstrução. Como tenho repetido à exaustão nos conselhos e em sala de aula, o pilar Social da agenda ESG não pode ser um assistencialismo de prateleira; ele exige a garantia da sustentabilidade territorial através de projetos estruturantes reais, que devolvam a autonomia e resgatem a dignidade das pessoas daquela região.

Faço questão de apresentar a vocês a verdadeira força motriz deste território. Acompanhei de perto a garra dos empreendedores locais na CHP, a transformação de jovens por meio do futebol no Projeto Serra Feliz e o combate incansável à miséria através da Rede Terra. Vimos a inovação gerar renda com a hidroponia e fomos acolhidos pela cultura viva na casa da mestra Maria Fernandes, nas ricas vivências do Zé Branquinho e no trabalho minucioso das bordadeiras locais. É essa rede de apoio econômico e socioambiental que segura as pontas e mantém o território forte no sul do Pará. Deem o play e venham conhecer os rostos de quem faz o ESG acontecer na vida real.

A complexidade dos territórios minerários: Parauapebas, Serra Pelada, garimpos ilegais e queimadas

Dando continuidade à nossa jornada em Carajás, o nosso segundo vídeo foca na complexidade nua e crua de Parauapebas e do entorno de Serra Pelada. Quando falamos em “território” dentro dos Conselhos de Administração, muitas vezes a visão fica restrita aos muros da empresa. Mas a realidade é que essas operações bilionárias dividem espaço direto com o avanço dos garimpos ilegais e áreas tensas de assentamentos do MST.

Neste material, mostro a vocês como é complexo gerenciar riscos e garantir a soberania operacional em um cenário de tantos contrastes e fragilidades institucionais. Não dá para aplicar soluções genéricas ou “Control C, Control V” corporativo quando você lida com essas camadas sociais profundas. A governança territorial precisa ser estratégica, firme e, acima de tudo, realista. Assistam ao novo vídeo e venham entender essa dinâmica direto da fonte.

Vivenciando a agenda ESG: A saga de Serra Pelada

O nosso primeiro vídeo direto da imersão em Carajás traz um choque de realidade sobre o verdadeiro legado territorial: a saga de Serra Pelada. Olhar para trás e ver as imagens históricas de mais de 30 mil homens movidos pela fome de ouro é impactante, mas sobrevoar a área hoje e encontrar uma imensa lagoa cercada por extrema pobreza e casas de madeira é o que realmente nos convida à reflexão. O que acontece com o território quando a febre passa e não há governança sustentável estruturada?

A resposta que encontrei no local não está apenas na degradação, mas na resistência. Em meio a garimpos ilegais e vulnerabilidade, acompanhei de perto projetos sociais incríveis de combate à extrema pobreza, tocados por empreendedoras locais que lutam para reconstruir a dignidade da sua comunidade. É a verdadeira pauta social do ESG acontecendo na trincheira, sem romantismo. Confiram a montagem especial que preparamos misturando esse passado histórico com a dura, porém inspiradora, realidade atual.